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Quando a noite cai colho meus silêncios
Solidão de cama –
dama-flor-esquecida
Ave desencantada que já não canta
E guarda o cio numa caixinha de cedro
Respiro o ar da minha sombra e choro
Lágrima alguma molha minha face
Choro fora do alcance do comum
Choro onde a alma dobra e se enforca
Quando a madrugada desce – minha
tez arrefece
Pareço morta – estátua
de trigo, de tão branca
Alva mulher cor de neve – que não
se atreve
Não busca a chama, o fogo da pele, o verso que inflama
Calada – morre a madrugada, vem
chegando o dia
O vento do arrebol bate no vitral
As cortinas bailam sob a batuta da manhã que nasce azul
Meu Deus, as cortinas são mais vivas do que eu!
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DAMA ESQUECIDA
Saleth Dias Mourão
Saleth Dias Mourão é um heterônimo de Radyr Gonçalves
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