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Minha poesia incompleta – desconhece a seta
O compasso, o roteiro, a nota de rodapé
Deselegante, minha poesia é trôpega
Trafega enlutada pelas vias de mão-inglesa
Perdida no tempo/espaço das horas ociosas
Insones versos de quem cultiva arrozais
imaginários
E cria corvos alcoviteiros que deram as mãos
aos espantalhos
Minhas poesias mal engendradas
Sem o fruto nato da inspiração
Semente que não brota do chão
Folha que vaga solta pelas calçadas
E nada diz – não foi escrita pelo falo/giz
Nem pelo grafite, muito menos pela caneta
Nunca vão para o papel
Viram anjos - vão para o céu
De lá são expulsas para o inferno
Eterno.
-
Radyr Gonçalves
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