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Unknown
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Norteio-me
pelos campos dos teus olhos
E
perco-me no bailar destas meninas
Entretido
com o céu destas retinas
Voo
tão livre feito ave de rapina
As
paisagens destes olhos tão faceiros
Faz-me
vir, abraçar-te, tão ligeiro
E
somente nestas vistas encontro vida
Não
solidão, nem cicatrizes, nem feridas
E
nos teus olhos, este livro do destino
Desfaço
o homem então volto a ser menino
Renasço
rio, refaço versos matutinos
E
nos canteiros dos teus olhos deslumbrantes
Sou
semideus, nos teus laços, sou amante
De
pedregulho, eis a mágica: diamante.
-
Radyr
Gonçalves
Natal,
03 de março de 2015