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Deixei meu sorriso pelo caminho
Larguei minha boca num outro dia
Esqueci teu corpo
E desde então me tenho por morto
Eu conto as folhinhas da Aroeira
Enquanto lamento meus cacos
Eu não tenho mais o retrato da minha alegria
E nem a flor da felicidade
Deixei meu passo nalguma estrada
Larguei meus pés num outro campo
Esqueci meus lemas
Desde então vagueio a escrever
Meu livro
Mas ninguém mais me ler
Ninguém folheia minhas páginas
Ninguém sabe dos meus capítulos
Deixei minhas páginas amarelarem
E aqui estou empoeirado
Empoeirado e morto
Desde o dia em que deixei
O meu sorriso pelo caminho.
Radyr Gonçalves
Em 26 de Fevereiro de 2010
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