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Uma libélula
Pousou preguiçosamente
Na aba da minha janela
E ficou a meditar
Eu dimensionei cada pensamento dela
Trocamos frêpas
Ela entendeu minha falta de sono
Meu pseudo-abandono
Meus sonhos mofados
A libélula solitária
Repaginou meu passado
E vagarosamente abriu
As cortinas do meu teatro íntimo
Entendeu-me por completo
Debulhou meus segredos
Dedilhou meu rosário de erros
Mostrou minhas fomes
Minhas sedes
Meus poemas de seda
Meus contos noturnos
A libélula preguiçosa
Alçou um voo manhoso
E seguiu
Deixando-me com minhas redes de versos
Insônia e contemplação
Ela só queria voar
Eu só queria dormir.
Radyr Gonçalves
Copyright 2008
Todos os direitos reservados
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